TECNOLOGIA UM MEIO DE INCLUSÃO ESCOLAR



Aluna: Cleusa Palma Rigo -  RU: 1354428
Polo: Dois vizinhos - Paraná
Data: 11/08/2017

O estado do Espírito Santo apresenta alto índice de pessoas deficientes. Para uma população de 3,885 milhões, quase 170 mil pessoas apresentam um tipo de deficiência. Esse número corresponde a cerca de 20% da população capixaba, com base na estimativa populacional para o ano de 2016 do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Estas pessoas estão em constantes desafios, diariamente estão encarando dificuldades, alguns na comunicação, para quem tem deficiência auditiva, a alternativa é o uso a Língua Brasileira e Sinais (Libras). Já para os deficientes visuais o mais indicado é que haja opções em áudio ou em alto relevo.
Vamos ver por meio desta reportagem o quanto a tecnologia voltada para a escola pode ser uma solução agregadora da comunicação e do saber, no caso de alunos cegos e deficientes visuais.
Quando se trata de inclusão de alunos na escola do ensino regular, independentemente do nível de escolaridade, chama-nos atenção a Escolinha do Saber.
Convido a virem comigo para conhecer um pouco do que vem sendo praticado a quase 8 anos nesta escola, que não mede esforços para reciclar sua equipe de professores e investir financeiramente em materiais didáticos que agregam alunos cegos e deficientes visuais.
Por meio de dois aplicativos para smartphones, tabletese computador, é possível que os alunos, realizem diversas atividades escolares, bem como pesquisas domesticas sem depender demasiadamente de seus professores, auxiliares ou familiares.
De acordo com o blog da Escolinha do Saber de (25 de fevereiro de 2016), postado pela Professora Ivone Brandt que a mais de 7 anos trabalha com deficientes visuais, informa: que já somaram, ela e sua equipe, ao longo deste tempo, uma satisfatória experiência com alunos desde a educação infantil até o quinto ano. Usando aplicativos para facilitar a comunicação e a leitura auditiva dos deficientes visuais, se assim podemos dizer.
Na opinião da Professora Ivone Brandt os aplicativos DOSVOX E NVDA são muito recomendados. Ressaltando que: quando recebem um aluno sem qualquer contato com o computador, o Dosvox é o aplicativo mais eficiente, “pois o aluno precisa conhecer o teclado e no caso de crianças pequenas isso ocorre de maneira lúdica, quando explora o Letravox.”    
Segundo a Professora Ivone Brandt o Letravox é um jogo em que o aluno é desafiado a localizar as letras do teclado.
Ainda afirma que “Com o tempo o aluno adquire autonomia e segurança e começa a transitar pelo aplicativo explorando outras possibilidades”. Ainda ressalta “o processo é muito gratificante para quem usa e organiza o trabalho. O fato de termos que atender a uma turma com uma diversidade de situações, faz desta aplicação um forte aliado na inclusão destes alunos, que com o passar do tempo começam a realizar as mesmas tarefas dos demais colegas usando o computador”.
O NDVA já é um aplicativo para alunos que tenham facilidade de transitar pelo sistema acessando e manipulando o DOSVOX.
Diz ainda a Professora: “também temos utilizado o NVDA para auxiliar alunos com problemas de fala, pois ao digitar a tecla e ouvir o nome da letra o aluno começa a fazer associações e ganhar autonomia com o processo de alfabetização”.
NVDA é um leitor de tela gratuito, que permite as pessoas cegas e com problemas de visão usar computadores. Funciona com o Windows.  Pode ser baixado no PC, ou para um dispositivo USB e levado para ser usado com qualquer computador. 

Este é um modelo digno de ser seguido.

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