TECNOLOGIA E A INCLUSÃO: APLICATIVO ARAMUMO
Ana Paula Silveira RU:1107541
Marinalva Vieira RU:1104762
Polo – Dois Vizinhos
Data: 14/08/2017
O aplicativo
Aramumo foi criado por um grupo de alunos do (ITA) Instituto Tecnológico da
Aeronáutica em parceria do Instituto ABCD para crianças que sofrem de dislexia
e tem como foco o desenvolvimento linguístico, a dislexia é uma deficiência
diagnosticada em criança ou mesmo em adultos que apresente dificuldade no
aprendizado. O aplicativo consiste em um jogo parecido com o de palavras
cruzadas o jogador ouve uma sequência de palavras e aparecem silabas dentro de
bolhas as quais ele deve encaixar para formar as palavras em um tabuleiro, o
jogo é lúdico e divertido e ajuda também na pronuncia de palavras, o aluno se
sente desafiado em quanto aprende, o usuário vai montando o tabuleiro e ao
final do jogo aparece sua classificação conforme o tempo e vai avançando de
etapas. O aplicativo ajuda no desenvolvimento de varias habilidades entre elas:
Separação silábica, ortografia, reconhecimento, memorização dos sons e
coordenação motora.
As
vantagens desse aplicativo ele permite que as crianças brinque enquanto esta
aprendendo , pois ele funciona como um jogo que vai passando de fases, as
desvantagens é que o aluno pode “viciar” no jogo e ter dificuldade em entender
que ele precisa realizar as outras atividades propostas com o caderno, lápis e
livros.
O aplicativo não é novo foi lançado no ano de
2012 e tem se mostrado cada vez mais comuns nas clínicas de profissionais de
reabilitação e nas escolas, uma das escolas que adaptou essa tecnologia para
seus alunos com dislexia foi a escola municipal Pedro Costa Leitão na cidade de
Asa Branca.
Na
Escola Municipal Pedro Costa Leitão além de possuir rampas, escadas, barreiras,
banheiros e salas que foram projetados, para garantir a acessibilidade no
espaço físico, os alunos contam com muitos recursos tecnológicos, cada um desenvolvido
para sua necessidade. Na sala do segundo ano do ensino fundamental a professora
Esther utiliza vários aplicativos, um dos seus alunos chamado Joaquim de sete
anos possui dislexia que é um transtorno genético e hereditário que compromete
a capacidade de aprender a ler e escrever com correção e fluência e de
compreender um texto, nas aulas de português então a professora utiliza com ele
o aplicativo de celular Aramumo para facilitar o entendimento dos conteúdos
trabalhados com esse aplicativo ele consegue aprender e se divertir ao mesmo
tempo.
A professora Esther diz sentir-se realizada e
orgulhosa em poder trabalhar em uma escola inclusiva e fazer com que todos os
seus alunos aprendam de forma igual ela acredita que todos são capazes se tiver
condição para poder superar as diversidades. Ela conta que os outros alunos
ficam animados e curiosos e também gostam de brincar e aprender através do
aplicativo que é levado por ela em seu celular duas vezes na semana pra sala de
aula, os alunos que terminam as atividades podem um por vez jogar depois do
Joaquim realizar o que foi proposto por
ela.
Nos
últimos anos no Brasil o numero de alunos com alguma deficiência matriculado em
escolas convencionais publicas vem crescendo e os matriculados em escolas especiais
vêm caindo, diante dessa necessidade de inclusão desses alunos o governo vem
dando grande prioridade ao assunto há também um fogo grande na formação
especial de professores com vários cursos sobre o assunto, aulas de libras
inclusive para que todos saibam outras formas de se comunicar para desenvolver
um trabalho verdadeiramente inclusivo.
A evolução das tecnologias permite cada vez mais a
integração de crianças com necessidades especiais nas nossas escolas,
facilitando todo o seu processo educacional e visando a sua formação integral.
Assim, o uso da tecnologia pode despertar em crianças especiais um interesse e
a motivação pela descoberta do conhecimento tendo em base as necessidades e
interesses das crianças. A deficiência deve ser encarada não como uma
impossibilidade, mas como uma força, onde o uso das tecnologias desempenha um
papel significativo.
Reflexão
"Somos diferentes,
mas não queremos ser transformados em desiguais. As nossas vidas só precisam
ser acrescidas de recursos especiais". (Peça de teatro: Vozes da
Consciência,BH).
Finalizando
Quem nós dera que as
escolas do Brasil tivessem recursos e esforços da parte dos professores para
realmente ter tudo o que os nossos alunos inclusos necessitam, sabemos que na
realidade não vivenciamos o que relatamos na noticia.
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